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Após décadas de espera, pioneiros da Vila Planalto recebem escrituras de casas

Ananias Gerônimo de Carvalho completa 73 anos neste sábado (29). Um dos presentes ele ganhou do governo de Brasília: a escritura do imóvel onde mora há mais de 40 anos na Vila Planalto. “Agora tenho a certeza de que minha casa é realmente minha”, comemorou o cearense, que veio com a família para a construção da capital federal, na década de 1960. 

Como ele, outros cerca de 200 pioneiros receberam o documento durante solenidade do aniversário de 60 anos do setor residencial, evento que faz parte das comemorações dos 57 anos da fundação de Brasília.

Coordenada pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional (CODHAB), a entrega atende a uma demanda de mais de cinco décadas. “É uma questão de justiça social com pessoas tão importantes para essa cidade”, enfatizou o governador Rodrigo Rollemberg, que participou da programação. “Elas deixaram suas casas e suas vidas para trás e vieram fazer um novo Brasil”, completou.

Desde as primeiras horas de hoje, os beneficiários foram chegando ao local da entrega, na Praça Zé Ramalho. Entre eles, a também pioneira Altair Rosa de Sá, de 63 anos. “Quando cheguei aqui para ajudar meu marido, cuidando da casa e da família, era um mato alto, muito inseto e nenhuma estrutura”, recorda-se a goiana. “Hoje em dia, a Vila Planalto é, na minha opinião, o melhor lugar do mundo.”

Altair emocionou-se ao falar do companheiro de décadas, falecido no ano passado. “Só queria que meu esposo estivesse vivo para ver essa conquista, que é toda dele.”

Demanda antiga

A Vila Planalto, criada para ser um acampamento de operários na construção da nova capital, abriga os descendentes das pessoas que ajudaram a erguer Brasília. “Vários governos passaram, e nenhum fez o que está sendo feito agora”, destacou o diretor-presidente da CODHAB, Gilson Paranhos.

Cada pioneiro recebeu a Escritura Particular de Doação, emitida pela companhia. Como o documento é impresso na própria CODHAB, o morador não precisa pagar a taxa de lavratura, que custa, em média, R$ 700. Ao receber a escritura, ele tem somente de registrá-la no cartório de registro de imóveis, que cobra, em média, R$ 305 pelo serviço.

Para fazer a entrega de hoje, um posto avançado da Companhia esteve no local desde 17 de abril para receber a documentação e dar andamento ao processo.

De acordo com o governador, além dessas escrituras, ainda neste semestre haverá licitação para construir uma escola pública na Vila Planalto. Também está nos planos uma pista de cooper, que depende de ajustes no projeto. E, até o fim de 2018, será refeito o Polo 3 do Projeto Orla na Concha Acústica, que fica nas proximidades do local.

 

Fonte: Agência Brasília

Fotos: Tony Winston/Agência Brasília

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