CODHAB reforma 270 casas depredadas da Estrutural

Das 270 casas das Quadras 7 e 8 da Estrutural entregues em 2011 e que estavam inacabadas ou sofreram depredações, 230 já foram reformadas. Segundo a Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab), o trabalho de reparo e de vistoria, iniciado em julho de 2015, será concluído até o fim deste ano, quando se dará início ao processo de regularização das moradias.

As residências integram a lista de 584 unidades habitacionais construídas com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento, do governo federal, em acordo celebrado em 2007. Porém, pessoas que não estavam entre as inscritas no programa habitacional da época, o Brasília Sustentável (vinculado ao Minha Casa, Minha Vida), invadiram 315 imóveis antes de eles estarem totalmente prontos.

Retirados após decisão judicial naquele mesmo ano, os invasores depredaram as edificações — quebraram vidros, retiraram portas e danificaram o forro do teto. Os imóveis foram entregues aos atuais moradores nesse estado para evitar novas invasões. "Neste ano, porém, a Caixa Econômica Federal [financiadora do empreendimento] exigiu a conclusão das obras sob pena de o DF ter de devolver cerca de R$ 7 milhões do financiamento", explica o presidente da Codhab, Gilson Paranhos.

Conforto
A cabeleireira Priscila Dourado dos Santos, de 28 anos, recebeu os operários em casa na quarta-feira (14). "Quando cheguei [em 2012], estava destruída, conseguimos arrumar o básico, mas faltava muita coisa", conta. O forro do teto estava furado, o vaso sanitário havia sido furtado, as portas, arrombadas, e o banheiro não tinha pia. "Para onde olho aqui dentro vejo marcas da destruição e agora, com a reforma, vou me sentir mais confortável na minha própria casa", diz Priscila, ansiosa para ter a escritura do imóvel que ocupa com a família.

Os vizinhos da cabeleireira já estão com a residência pronta desde terça-feira (13). O casal Valdelice Nonato Ferreira, de 53 anos, e Waldir de Sousa Dias, de 57, agora se orgulha de mostrar às visitas a casa com as paredes pintadas e os buracos — frutos de arrombamentos —, fechados. "É outra vida", comemora a dona de casa. Para Waldir, foi um alívio ver sumirem as pichações que estavam até dentro dos cômodos.

Os reparos estão sendo feitos por uma construtora (que venceu licitação neste ano) e custaram ao Estado R$ 2,025 milhões. Dos 316 imóveis invadidos, 270 precisavam dos consertos. A empresa contratada faz serviços como troca de fechaduras, recolocação de janelas, instalação de torneiras, recuperação de rede elétrica, pintura de parede e troca de azulejos quebrados.

Fonte: Agência Brasília

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