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Dirigente da CODHAB fala sobre assistência técnica de habitação social no Paraná

Uma das experiências apresentadas durante o Seminário de Assistência Técnica, promovido pelo Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento Paraná (IAB-PR) e do Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas no Estado do Paraná (SINDARQ-PR), com o apoio do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Paraná (CAU/PR), foi a implantação dos postos de assistência técnica no DF. A aplicação da Lei Federal 11.888/2008 – que instituiu a assistência técnica pública e gratuita de profissionais da Arquitetura e Urbanismo e da Engenharia para famílias com renda de até três salários mínimos, foi relatada pelo diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (CODHAB-DF), Gilson Paranhos, nesta terça-feira (26), em Curitiba (PR).

A CODHAB tem dez postos de assistência técnica em Brasília. O primeiro foi aberto no ano passado, na Sol Nascente – uma das maiores comunidades do Brasil. Já o segundo posto, construído na comunidade Pôr do Sol, foi instalado por causa de um abaixo-assinado dos moradores. “Hoje a gente percebe que o trabalho dos arquitetos em Brasília é essencial. A assistência técnica gratuita não contempla apenas projetos para as casas das pessoas, mas todo o entorno que envolve ruas e calçadas, por exemplo”, apontou Paranhos.

Demetre Anastassakis, ex-presidente nacional do Instituto de Arquitetos do Brasil (2004-2006), ressaltou que a Lei de Assistência Técnica é o resultado de uma luta de mais de 30 anos dos arquitetos e urbanistas e mostrou alguns exemplos de sua aplicação prática na comunidade da Maré. “A arquitetura é acessível para os mais pobres, porém os usuários acham que é uma coisa de luxo, assim como os arquitetos acham que não é viável economicamente”, disse. Durante o seminário, perguntado sobre como se faz para aplicar a Lei de Assistência Técnica na prática, Gilson Paranhos foi direto ao ponto: “é necessário começar, só vamos conseguir convencer o Ministério das Cidades e a Caixa Econômica se a gente começar a fazer na prática. Temos que mostrar que sabemos fazer, nem que seja em uma ou duas quadras”.

Fonte: ASCOM CODHAB com informações do CAU/PR

 

 

 

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