A fila de inscritos na Companhia de Desenvolvimento Habitacional promete andar nos próximos dias. Levantamento feito pelo órgão nesta semana revela que pouco mais de 20% dos convocados para receber um lote do governo conseguem chegar à última etapa do processo de habilitação do benefício. Das cerca de 9 mil famílias convocadas no ano passado, pouco mais de duas mil conseguiram formalizar o processo. Muitos dos casos são devido à falta de documentação comprobatória das informações prestadas ao governo.
Segundo o presidente da Codhab, João Carlos Medeiros, outros motivos desclassificatórios para a conquista de um lote são falecimento do interessado, mudança de cidade e até mesmo renda acima da permitida pela lei, que é de 12 salários mínimos mensais por família. “Da convocação até o recebimento do lote, as famílias precisam passar por um rigoroso processo de filtragem, quando separamos quem tem direito ao lote de quem não está completamente dentro dos critérios previstos pela lei”, explicou Medeiros.
Para o secretário de Habitação, Paulo Roriz, o número representa a necessidade de um novo pente-fino na lista limpa da Codhab. “Toda a vez que convocamos as famílias, nós detectamos um grande número de abstenção, de pessoas que não aparecem com a documentação exigida. E quando aparecem, raramente comprovam as informações”, comenta o secretário. Segundo ele, pouco mais de 50% das famílias convocadas respondem ao comunicado da Codhab.
O processo para receber um lote da companhia é formado por três etapas. Primeiro, a família é convocada e tem o nome do titular publicado no Diário Oficial. Após isso, os interessados precisam se dirigir a Companhia de Desenvolvimento Habitacional com uma relação de documentos que comprovam que a família está devidamente enquadrada no perfil do programa habitacional do GDF. Cópias de documentos pessoais, certidões negativas de propriedade de imóvel e comprovantes de moradia no DF nos últimos cinco anos são algumas das exigências da Codhab. Ao terem a documentação aprovada, as famílias são consideradas habilitadas e pagam uma taxa no BRB para formalização do processo.
Fotos por: Thyago Arruda
